A maior parte das estórias que conto tiveram participação do
Miguel, meu irmão e companheiro permanente de aventuras e desventuras, por
razões evidentes: morávamos juntos e compartilhávamos as longas viagens para a
fazenda. Magaly tem grande diferença de idade para nós: 9 anos e 6 anos em
relação a mim e ao Miguel, respectivamente. Desta forma, era aquela bonequinha que ia no colo da
mamãe, ou aos cuidados do papai. Para nós, na época, era a irmãzinha bonitinha
e mimosa, que devíamos cuidar, o que incluía deixar de fora de nossas andanças
pela fazenda.
Os primos mais próximos eram os filhos da tia Ofélia, que
passavam as férias com ela: José Renato, Afonso e Elisa. O Zé Renato gostava
muito de dormir, e quando nos acompanhava era nas programações mais noturnas
como os teatrinhos e as disputas de galo de guerra da cozinha. A Elisa era
menina e nem sempre se dispunha a participar das confusões dos meninos.
Os demais primos apareceriam às vezes. José de Alencar e
Matil muito pouco, pois moravam no Rio, como Miguel e eu, mas seus pais, tio
Alencar e tia Cristina, não frequentavam muito a fazenda. O Sérgio e o Marcos
às vezes apareciam, mas se dividiam entre as casas do tio Doni e tia Conceição, e a as casas de seus parentes por parte de mãe, tia Olenka, a quem não conheci,
os Miranda Chaves. Encontrava-os mais na cidade, nas poucas vezes que me
interessei em chegar por lá, na época.
Cássio e Gláucia moravam na fazenda da Ponte Queimada e
apareciam às vezes nos Alpes, ou nós os visitámos com nossos pais.
Os mais novos – bem, eram os mais novos, e para nós,
pré-adolescentes, despertavam interesse abaixo das vacas, cachorros e porcos,
nas nossas escalas de prioridades. Lânia, Emerson, Valéria, Vania eram da
turma “invisível” – para nós - da Magaly.
Carla Márcia e Sandra vieram muito
depois, quando já era adolescente ou talvez até casado. Épocas que vovó e vovô
já haviam partido, e que a fazenda havia perdido parte de seu encanto, e que o que mais me interessava era estar na cidade.
Sendo assim, havia uma trinca mais presente nos eventos que
descrevo: Afonso, Miguel e Eu.
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