Um dos cavalos que era destinado aos meninos era o Baiano.
Provavelmente por que mancava um pouco de uma das patas traseiras, e também por
ser muito manso.
Não eram tantos os cavalos disponíveis para nós. Sendo assim,
geralmente íamos de 2 em cada um: um na sela, outro na garupa.
Ao chegarmos ansiosos para nos soltarmos na fazenda no início das férias, Miguel
e eu demos um jeito de escapar, após cumprimentar os parentes, e pegamos o Baiano
no pasto. Encilhamos, Miguel na sela e eu na garupa, e toca a galopar com ele
pela estrada. Pra quê? Pra nada!
Um buraco traiçoeiro, conjugado com o defeito da pata do
animal, resultou em um tombo de cinema: Baiano para um lado, Miguel para outro,
eu para atrás. Levantamos, avaliamos se havia algum estrago, demos risadas ao ver
que nada havia acontecido com os três, além de pequenas contusões. Sacudimos a
poeira, montamos e prosseguimos. Agora com menos sede ao pote.
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