quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Baiano

Um dos cavalos que era destinado aos meninos era o Baiano. Provavelmente por que mancava um pouco de uma das patas traseiras, e também por ser muito manso. 
Não eram tantos os cavalos disponíveis para nós. Sendo assim, geralmente íamos de 2 em cada um: um na sela, outro na garupa.
Ao chegarmos ansiosos para nos soltarmos na fazenda no início das férias, Miguel e eu demos um jeito de escapar, após cumprimentar os parentes, e pegamos o Baiano no pasto. Encilhamos, Miguel na sela e eu na garupa, e toca a galopar com ele pela estrada. Pra quê? Pra nada!

Um buraco traiçoeiro, conjugado com o defeito da pata do animal, resultou em um tombo de cinema: Baiano para um lado, Miguel para outro, eu para atrás. Levantamos, avaliamos se havia algum estrago, demos risadas ao ver que nada havia acontecido com os três, além de pequenas contusões. Sacudimos a poeira, montamos e prosseguimos. Agora com menos sede ao pote. 

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