Me lembro que a fazenda era o que hoje se diria uma fazenda
sustentável. Me parece que tudo o que comíamos, com exceção do sal, era
produzido lá, pela natureza, e processado pela minha avó e suas muitas
empregadas, esposas dos também muitos empregados da fazenda.
Leite, queijo, manteiga, ovos, açúcar (de rapadura), bolo de milho (cubu), inhame, couve, tomate, pepino, tudo vinha da fazenda.
Proteínas eram carne de porco e de galinha. Frutas havia muitas: mangas de todo tipo, eugênia (jambo), goiaba, jabuticaba, laranja, limão, etc.
Era economia e necessidade: na época de chuvas ficávamos isolados da cidade pelas estradas embarradas.
Leite, queijo, manteiga, ovos, açúcar (de rapadura), bolo de milho (cubu), inhame, couve, tomate, pepino, tudo vinha da fazenda.
Proteínas eram carne de porco e de galinha. Frutas havia muitas: mangas de todo tipo, eugênia (jambo), goiaba, jabuticaba, laranja, limão, etc.
Era economia e necessidade: na época de chuvas ficávamos isolados da cidade pelas estradas embarradas.
A carne de porco era muito salgada. A geladeira era à
querosene, e não gelava bem, ainda mais que sendo pequena, tinham que colocar
um porco inteiro dentro após abate. O sal entrava como conservante.
Ainda me lembro do cheiro enjoativo que tinha, que
impregnava a água gelada que bebíamos. Quando chegava, levava uns tantos dias
para me habituar àquela comida salgada. Por isto nossos avós faleceram de
doenças derivadas de excesso de sal na dieta. Mas não havia como manter a carne
conservada sem este recurso.
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